"O amor de "1" médico"

Posted: sexta-feira, 8 de outubro de 2010 by Alex Johnny in
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".., amarás o teu próximo como a ti mesmo."
Marcos 12:31

"Pediatra, é: Todo aquele profissional com a especialidade médica dedicada à total e irrefutável assistência à criança, desde do seu nacimento ao seu desenvolvimento pré-adolescencia. Consiste também ao mesmo a arte e o dever de cuidar da criança enferma, e diminuir os traumas causados pela hospitalização."

Contudo, porém, entretanto, todavia, sendo assim... um fato chamou atenção de todos na rede pública na Bahia.
Contra a burocracia e a mal vontade (... - Ahhh, NÃO! Corta essa! Contra a burocracia..? NÃO! Foi realmente mal vontade delas, instinto ruim mesmo! Sangue malvado, perverso, incolor, enfim...) de uma equipe de pediatras do Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, um médico enfrenta tudo e todos ao tenta salva a vida de uma garotinha com apenas 8 anos de idade, com um AVC grave.
Maaaasssss.... infelismente, depois de quase 12 horas de sofrimento, perambulando por quatro unidades de saúde do Estado, a garotinha morre nos braços do médico e dos pais.
Bastante abalado por não ter encontrado ajuda das companheeeiiiiras de profissão (se... É, que podemos colocar assim...) e em estado de choque, o médico, Dr.Vinícius Viana, escreve uma carta muito, muito, muito emocionado pra tentar explicar o inexplicável diante dessa mesma profissão que ele mesmo escolheu. A carta vazou na internet no último dia 05 de Outubro e estar deixando milhares de pessoas, jornalistas, médicos e entre outros profissionais, com apenas dois sentimentos reais; revolta e injustiça.
A carta foi notícia em todo território nacional e em outros países.

Os dois últimos trechos angustiante da carta:

"(...) Deixamos o HGE por volta das 03h45min e fizemos, eu e Lidysi, o caminho de volta até a CER chorando por termos presenciado, e vivido, tanto sofrimento durante àquelas horas infindáveis. Chorei como há muito não fazia. Chorei destruído com a confirmação do quão frágil é a vida humana. Chorei lamentando que uma menina de oito anos tenha partido de maneira tão repentina. Chorei invadido pelo choro daqueles pais que me abraçaram agradecidos e reconheceram, num momento de perda, o nosso trabalho. Chorei porque encontrei tanta gente, que atende tantas outras gentes, sem estar de fato compromissada com isso. Chorei porque novamente vi um ser humano ser tratado como um problema, um problema cuja paternidade ninguém quis assumir. Chorei porque encontrei a Sra. Heloísa Cunha e toda a sua falta de amor, toda a sua mágoa frente à vida, todo o seu descaso e sua insensibilidade. Chorei porque encontrei abandono, desrespeito e incompreensão. Chorei porque tudo o que já era tão doído se tornou ainda pior tamanha as barbaridades que vi e ouvi. Chorei como nunca. Chorei descrente da profissão que escolhi.

Termino esse desabafo reafirmando que não acredito em mudanças reais. Os protagonistas desse drama continuarão por lá, pelos corredores do HGRS, pelos corredores de tantos outros hospitais públicos. Eles continuarão humilhando os mais necessitados - os fragilizados pela falta de saúde e de saída -, continuarão tentando intimidar os mais esclarecidos que se opõem às suas arbitrariedades. Esse desabafo existe, entretanto, para registrar a minha indignação frente a tudo isso. Seja você que me lê um instrumento de Deus por aqui. Coloque-se no lugar daquela família que perdeu uma filha e que presenciou tanto abandono. Sinta-se tocado por aquela dor e repense suas atitudes frente à vida, frente aos vivos. Tente fazer diferente. E, sobretudo, ame quem quer que seja e tenha a sorte de ser amado como eu sou. Só assim, experimentando a libertação, a salvação que é ser amado, você possa, então, ser amor nesse mundo."

Vinícius Viana Bandeira Moraes – CRM/BA: 18.761
Médico Intervencionista da Central Estadual de Regulação

A matéria
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5631946

A carta
http://www.atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=5631939

" Não digo todos.., mas muitos desses profissionais, da área de sáude, escolhem seguir essa carreira por motivos momentâneos; pelo jaleco branco, ( ao contrário dessas 3 pediatras, que usaram o jaleco: preto) ou porque o amigo(a) ou parente se formou na área recentimente, ou para se exibir a familiares, amigos(a), rivais da época de ginásio e etc e etc e etc... daria um livro de 3 volumes, ou mais...
E com tudo isso, o que eles mas esquecem é, que, existe na vida, profissões em que há até certos profissionais que dariam a própria vida em certos momentos cruciais para salvar outras vidas, em destaque: Policiais e "Bombeiros" , e sem precisar as vezes serem encaminhados aos hospitais de urgência, depois do ato não só de bravura e não só de heróico, mas sim, do próprio impulso do amor ao próximo. "
Enfim... melhor eu encerrar por aqui. "
AJ

3 comentários:

  1. Anônimo says:

    Isso foi um absurdo!

  1. Anônimo says:

    Eu vi esse fato. Foi revoltante isso que aconteceu. Melhor eu não falar muita coisa... E parabéns pelos seus argumentos Johnny. Foi forte e real tudo que você relatou. Amei. Beijo.

  1. Anônimo says:

    Falou e disse. Concordo plenamente. Bju AJ. Ass: Line.